PEDRA DO ANJO,
no Município de Jales, na Mesorregião Central do Estado do Rio Grande do
Norte, pouco mais a cima da Serra do Feiticeiro encontra-se a Pedra do Anjo, uma
das histórias contadas é que nas redondezas um menino junto a sua mãe
pastoreavam ovelhas, sem explicação algo fez com que a criança, com cerca de
cinco anos de idade, se perdesse e com três dias após seu desaparecimento é que
o encontraram sobe uma pedra, em estado de putrefação, nomeada hoje como Pedra
do Anjo dada à história. Somados os fatos, fez-se a vazão de vários fiéis, de
seus locais de origem até a serra, e o dia 3 de maio sendo feriado municipal e
marcado por uma celebração religiosa.
Há histórias que não morrem, mesmo quando se atravessa os
séculos. Basta subir a serra de Lajes, sentir o vento que sopra entre as pedras
para perceber que há algo ali que não pertence apenas ao presente. É como se a
mata guardasse mistérios de um passado que ainda respira.
No dia 3 de maio aconteceu a tradicional
subida à Capela da Divina Santa Cruz na Serra do Feiticeiro. Havia muitas
pessoas de várias cidades do RN e também da cidade de Lajes, entre devotos e
aventureiros.
No dia 30 de abril de 1903 um garoto chamado José de Alexandrino
subiu a serra acompanhando um rebanho de cabras e se perdeu por lá. Seu corpo
foi encontrado três dias depois, no dia 3 de maio, no local que ficou conhecido
como “pedra do anjo”. Nessa pedra foi fincada uma cruz e anos depois foi construída
uma capela por populares que sobem a serra para fazer ou pagar promessas, como
é costume entre os católicos. Antigamente, e até por volta de 2004, muita gente
fazia a caminhada à noite e a pé, saindo do Bairro Boa Esperança, passando na
fazenda Vaca Morta e Comunidade Boa Vista. Atualmente as motos e os carros
ficaram mais acessíveis, culminando no fim dessa tradição e no surgimento de
outras, como a cavalgada, a caravana de moto e o trabalho pedagógico da Escola
Estadual Pedro II.
FONTE – BLOG CÍCERO LAJES

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